quarta-feira, 9 de março de 2011

Água nos jardins

A água cada vez mais está presente nos jardins. Seja em forma de fontes, chafarizes, lagos, espelhos d’água ou cascatas e, independente de tamanho, transformam o jardim num recanto inspirador.
Projeto de Benedito Abbud

Existem inúmeras maneiras e materiais disponíveis para inserir o elemento água no jardim. Podem ser pequenas fontes feitas em vasos ou bacias, fontes montadas com pedras naturais ou as fontes de pedra artificial, que já vem prontos para instalar, possuem inúmeros formatos e tamanhos e são ecologicamente corretas.
Os lagos podem ser feitos de fibra de vidro e PVC ou de lona e alvenaria que permitem a criação de formas livres e orgânicas.

Basta usar a imaginação para criar espelhos d’água, pequenas quedas d’água e mais uma infinidade de idéias para inserir o som da água e transformar o jardim num espaço relaxante.
Projeto de Gilberto Elkis



A água também atrai pássaros e, com ela, podem ser utilizadas espécies de plantas para embelezar ainda mais o espaço. 





Projeto de Gilberto Elkis
Projeto de Irene Cisneros
Existem três tipos de plantas que podem ser utilizadas com a água:
 - as espécies submersas, que oxigenam a água e são responsáveis por mantê-la limpa. Emitem dióxido de carbono durante a noite, e para seu cultivo é necessária a movimentação da água utilizando uma fonte ou bomba. Temos como exemplo a Ceratophyllum demersum (popular cabelo de urso); a Potamogeton crispus e a Fontinalis antipyretica.





Ceratophyllum demersum










Potamogeton crispus

 






Fontinalis antipyretica
- as espécies flutuantes, que mantém a água limpa, pois bloqueiam a maior incidência de raios solares evitando assim a proliferação das algas. Possuem grande rapidez de crescimento e por isso necessitam de manutenção periódica. Entre as espécies flutuantes temos o Eichhornia crassipes (Aguapé); Pistia stratiotes (Alface d’água); Nymphaea Alba, caerulea e rubra (popular Ninféia) e a famosa Victoria amazônica (Vitória Régia).
Pistia stratiote


                        Nymphaeas
Victoria amazônica
- as espécies marginais, que criam um efeito natural quando plantadas junto aos lagos, fontes ou espelhos d’água, como o Cyperus giganteus (popular papirus), Cyperus alternifolius (sombrinha chinesa), Íris, Ajuga reptans, Equisetum SSP (Cavalinha).








Cyperus giganteus








Cyperus alternifolius










Íris





 Ajuga reptans








Equisetum SSP

Ao instalar uma fonte ou lago alguns cuidados devem ser observados, pois uma manutenção constante é necessária para que a água não se torne um criadouro de mosquitos.
Para questões como tamanho e localização, tubulação subterrânea, no caso dos lagos, entre outras questões, o ideal é a elaboração de um projeto paisagístico, para tornar o novo elemento harmonioso não apenas com o jardim, mas também com o imóvel onde ele se encontra, seja ele residencial, comercial ou institucional, para que se crie assim uma paisagem agradável aos olhos e a alma.
imagem sofotos.org








domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cobertura Verde

Cobertura verde, telhado verde ou Biocobertura, são inúmeros os nomes dados e este tema tão atual quanto a própria sustentabilidade.

Os promotores da tecnologia de coberturas verdes defendem a economia no consumo de energia elétrica como uma das principais vantagens do telhado verde, pois as temperaturas nas habitações ficam mais controladas, mais frescas no verão e mais quentes no inverno.
Além da questão que a presença de plantas é obviamente benéfica para o ambiente e além disso, quando ocorre pluviosidade há retenção de parte dessa água, pelo solo. Também tem vantagem como isolamento acústico, e acrescenta um colorido agradável às zonas em que esta cobertura verde é visível.

Um telhado verde é feito habitualmente em camadas:
- Na primeira é aplicada uma membrana impermeável que impede infiltrações de água;
- Logo acima pode haver uma camada drenante, por exemplo com argila expandida ou seixos;
-segue-se uma camada de terra e a cobertura vegetal;


A cobertura vegetal é não pode ser muito alta pois o substrato não possui mais de 15 cm de profundidade. A vegetação pode variar de região para região, havendo quem utilize este espaço para cultivar hortas.


Antes da instalação é necessário verificar se a cobertura tem capacidade  e resistência para suportar a sobrecarga do substrato e do peso da água.
Residência no Rio de Janeiro

O Ecotelhado ou telhado verde é um jardim suspenso que pode ser instalado tanto em lajes como em telhados convencionais.
Telhado verde da Escola de Arte, Design e Multimédia da Universidade Tecnológica de Nanyang
Principais vantagens:
  • Conforto térmico: Além do isolamento térmico ele age por evapo-transpiração, perdendo a energia de evaporação da água por ele retida. Por diminuir também significativamente a necessidade de energia para climatização de ambientes, o telhado verde contribui para a diminuição da emissão CO2;
  • Qualidade do ar: Além de reter o carbono, o telhado vivo age como purificador do ar urbano, através da fotossíntese e da absorção dos poluentes ao substrato;
  • Isolamento acústico: A vegetação absorve e isola ruídos;
  • Produção de alimentos: As áreas verdes podem ser aproveitadas para horticultura e ainda servem como habitat de algumas espécies;
  • Proteção estrutural: A cobertura vegetal elimina a concentração de calor, evitando a dilatação e protegendo a edificação contra trincas. Além disso, o substrato absorve as chuvas ácidas;
  • Proteção pluvial: A laje vegetada contribui de forma muito significativa no escoamento de água da chuva;
  • Arquitetônica: O telhado ecológico aparece como tendência arquitetônica em um ambiente urbano saturado de concreto, metal e vidro, fazendo um contraponto de cor, vida e renovação em uma área antes inutilizável. Nova opção de design para indústrias, residências e fachadas devido à variedade de plantas e folhagens possíveis;
  • Valorização do Prédio: Pelos seus benefícios confere ao prédio um maior valor no caso de venda, além de transformar áreas planas em espaços de lazer.
cobertura verde em chicago l imagem: wikipedia
cobertura verde em chicago l imagem: wikipedia


 Edifício em Nova York





 
Multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre





Projeto Heden


Casa em Cingapura



Genesis - Barueri


Maquete da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura


fontes: http://www.fronteiradapaz.com.br / Portal da Sustentabilidade

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O GRANDE BUDA DE LESHAN

O Grande Buda de Leshan é um precioso patrimônio histórico da China e levou cerca de 90 anos para ficar pronto. Está localizado na montanha Lingyun, a leste do monte Emei, em Sichuan, na China.

É a maior estátua de Buda do mundo com 71 metros de altura, esculpida durante a dinastia Tang, sobre o arenito vermelho, na encosta da montanha.
Sua localização não foi escolhida ao acaso. O buda foi esculpido na região onde os rios Ming, Dadu e Qingyi correm um ao lado o outro, e sua criação foi baseada na força sagrada budista para controlar as inundações desses rios e proteger os navegantes, pois a história conta que aquele local era extremamente perigoso para a navegação. Verdade ou não, desde feito o buda o local se tornou seguro para a passagem dos barcos.
Esta obra grandiosa foi iniciada por um monge chamado Haitong, que passou a pedir esmolas em todo o país, para que a obra pudesse ser realizada. Foram também utilizados recursos financeiros do governo regional.
Quando o monge retornou à montanha foi extorquido por um funcionário local, que ameaçou cegá-lo, caso ele não lhe desse uma parcela dos fundos arrecadados. O monge ficou tão zangado com o ato de extorsão que arrancou os próprios olhos para proteger sua honra, sua fé e os recursos arrecadados, assim o funcionário nada levou. 
A obra teve início em 713 d.C. e o monge a acompanhou durante 20 anos. Após seu falecimentos a obra continuou através das gerações seguintes.
Depois de sua construção, havia sido desenvolvido um quiosque de 13 pisos para proteger o local. Mas o que se pode encontrar hoje são alguns vestígios de sua existência nas encostas e no corpo do buda, pois esta parte foi destruída numa guerra.
O Buda pode ser visto de longe, em seus variados ângulos. Sua cabeça mede 14,7 metros, com largura de 10 metros; a orelha possui 7 metros de altura, já o nariz e sobrancelhas possuem 5,6 metros; os olhos medem 3,3 metros; os ombros 24 metros. O pé é de 8,5 metros de largura
Além de sua magnitude, na obra existe um impressionante sistema de drenagem de água, muito bem projetado e invisível, incrustado nos franzidos dos vestuários, nos braços e costas da estátua, de maneira que a água é drenada oportunamente, facilitando a ventilação, e prevenindo assim o desgaste natural do monumento.
Para chegar perto do pé da estátua é preciso descer a íngreme escadaria das nove voltas. A fila é constante e muito frequentada pelos turistas. A saída do local se dá por meio de cavernas e túneis, dentro da montanha
O Grande Buda de Leshan foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1996.